Talvez seja novidade para ti que podes obter entendimentos acerca de determinadas situações da tua vida, apenas fazendo perguntas num papel. Esta forma de agir surgiu-me há 4 anos durante uma caminhada de longa duração. Desde aí que tenho usado esta técnica para compreender as situações eventualmente menos favoráveis, com uma visão mais horizontal. Usei esta técnica enquanto escrevia o meu livro 7 Formas de morrer e o resultado final é surpreendente porque consegui perceber e re-significar cada uma das minhas dores do passado e transformá-las num presente mais lúcido. O convite que te faço, é que te envolvas nesse processo para chegares a uma conclusão muito bonitas acerca de “Quem és”. Para que saibas que nunca estás só na tua jornada, partilho contigo um momento meu (de ontem), que começou por um desabafo e terminou como uma constatação.
Estou a ficar farto de ser maltratado pela falta de resposta dos mails das apresentações ou das palestras. Como posso lidar com estes sentimentos?
Sendo tu próprio!
Isso é o mais sensato, mas dá-me vontade de gritar e puxar os cabelos das pessoas que não me consideram.
E o que te impede de o fazeres?
Bom, parte de mim quer manter a compostura e tratá-los com consideração e humanidade, que é o que sinto que lhes falta (ou o que me magoa) e outra parte de mim quer lutar para que as coisas sejam de forma diferente. Mas o que me deixa ainda mais chateado é saber que eles não têm escolha….
Sentes-te dividido entre o teu instinto primitivo de lutar e a tua sabedoria interna de que nada muda.
É exactamente isso!
Agora já compreendes as mulheres…
Fizeste-me soltar uma gargalhada. Daqui a nada estou a chorar. Se calhar o que me faz falta é o colinho. O mais perto que tive disso hoje, foi aquela sandes de queijo bolorento que o Gabriel me ofertou. Estarei a ficar rezingão por falta de amor?
O que te leva a crer que tens falta?
Bom! Quando estou pleno tenho a sensação que estas situações não me afetam tanto.
Será isso ou o facto de estares a entregar mais energia do que a que recebes?
É a última opção. Às vezes tenho a sensação de estar a fazer quilómetros numa bicicleta que não sai do mesmo sítio.
Que aprendizagens poderias partilhar destes 3 meses de mails enviados?
Quando não obtenho resposta em 10 dias não há interesse da parte das entidades em ceder o espaço ou alugá-lo, no entanto não o dizem explicitamente, optando por não responderem, dizerem que têm a agenda cheia ou que estão em remodelações. Tenho que render-me não é?
Sim. E que mensagem está escondida na recusa das entidades? Algo que já tenhas verificado…
Que há sempre algo melhor á minha espera, como aconteceu na proposta de apresentação em Fátima.
E?
Nem todas as entidades são iguais. A biblioteca de Leiria por exemplo foi célebre e tratou de toda a divulgação.
Bem-hajas por me trazeres de volta á minha essência.
Foste tu quem escolheste elevar a tua presença através de mim.
Depois desta conversa consigo visualizar o cenário de uma forma bem diferente. Gratidão!
Bem-hajas a ti que estás a ler este texto. Tu és um Ser maravilhoso. Faças o que fizeres, nunca serás diferente em essência. Um abraço, Rui Sousa. (fotografia de concerto à luz de velas na gruta de Mira D’Aire)
