Quando se fala em viver no presente parece que é uma coisa mística ou inatingível mas na verdade estamos sempre a viver no presente, não existe outro tempo. O que acontece é que nem sempre há uma presença no agora devido ás histórias que a mente debita através de impressões e memórias. Essas histórias são apresentadas de uma forma que parecem reais mas não são. A única realidade é o agora.
A meditação é uma das formas que torna possível o reconhecimento destas histórias do passado, do futuro e do ponto intermédio. A principal vantagem deste reconhecimento é perceber que todas as acções humanas têm uma componente primitiva que vai buscar informação á memória. As acções primitivas são necessárias para a sobrevivência do ser humano, no entanto elas são padrões que se desenvolveram durante infância e que são replicadas na fase adulta. Quando há o entendimento destes mecanismos naturais em qualquer ser humano torna-se evidente que há um condicionamento que impede que a realidade seja vista como ela é – o presente. A diferença torna-se significativa nas acções que passam a ser baseadas na clareza do momento presente. Não acredites em nada do que aqui foi dito, vê por ti próprio(a).
Um abraço fraterno, Rui Sousa